quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Metáforas.

Há alguns dias atrás, eu acordei de extremo mau-humor. Não consegui dormir direito, acabei tendo uma noite horrível. Pela manhã, tudo que podia ter dado de errado, deu. Me atrasei, o chuveiro não esquentava, meu pão queimou na torradeira, deixei a xícara preferida da minha mãe cair no chão. E só para piorar, o dia estava horrendo. Chovera a noite toda e parecia que não iria parar tão cedo. Sai de casa com a pior roupa possível, porque as roupas boas não tinham secado por causa da chuva. Perdi o ônibus assim que estava chegando no ponto. Fiquei horas esperando um segundo ônibus e corri pra conseguir pegar um lugar na janela. Sentei, cansada e estressada, apoiando meu braço no para-peito da janela, e meu rosto sobre o mesmo. Fiquei tanto tempo naquele maldito ponto que a chuva até tinha acalmado um pouco. Fiquei olhando pela janela, procurando inutilmente algo interessante para me distrair um pouco. Nada.
Depois de alguns minutos de transito e tédio continuo, algo me chamou a atenção. Ao longe, não muito visível ainda, surgia naquele clima meio sol, meio chuva, um belo arco-íris. No mesmo instante minha expressão mudou de aborrecida para algo indecifrável. Uma mistura de surpresa e contemplação. Quando de dei conta, estava parada, com o rosto contra o vidro, olhos arregalados e lábios entreabertos. Meu rosto ferveu de vergonha e eu me recompus, mas continuei observado o arco-íris mais discretamente, mas com um sorriso no rosto. naquele momento eu nem lembrava mais da noite mal dormida ou do pão queimado. Uma coisa simples como aquela me fizera esquecer de tudo e colocou um sorriso no meu rosto, nem que fosse só por alguns minutos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Post vazio.

Vazio pelo simples fato de que eu não tenho o que postar. E também, minha cabeça anda bem vazia utimamente, ou pelo menos eu venho tentado mantê-la dessa forma. Pra mim, as vezes é melhor não pensar muito, ou melhor não pensar nunca sobre certas coisas, pois só pioram. Quanto menos você pensa, menos fica remoendo aqueles sentimentos e de certa forma, eles machucam menos. E não quero que isso fique o tempo todo na minha cabeça, me assustando e não deixando as feridas cicatrizarem. Quanto mais rápido acontecer, melhor.
Meio sem coração da minha parte estar escrevendo isso, mas é o que eu acho e ponto. Não quero ficar triste, e não quero parecer triste. Quero que minha muralha continue assim, intacta. Pelo menos aparentemente. E se não der certo, deixo que as flores e folhas cubram os danos que o tempo não cura.
Não sei se fui clara com a analogia, mas se não fui... lamento, acho.